Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Resenha Historica de Aguiã (Arcos de Valdevez)

Historia de S. Thomé d`Aguiam

 

Esta freguesia fica distante do concelho cerca de 5 quilómetros para noroeste é freguesia muito antiga.

Esta freguesia chamou-se em tempos Guey. Aguiam é nome que proveio da torre que ali esta situada.

 

Esta freguesia começou na encosta do monte de Penandorinha e com o andar do tempo foram-se edificando casas no lugar de Guey onde esteve a primeira Igreja.

 

Na encosta do monte referido apareceram vestígios de muitas edificações antigas.

 

Aguiam confina pelo norte com Rio de Moinhos

A leste com Gondoriz,

A sul com Proselo

E por oeste com Rio de Moinhos e novamente Proselo.

É atravessada pela estrada real n. 1 do Porto a Valença hoje nacional N. 101 e tinha nesta época (século XX) já construído um lanço desde a estrada a igreja paroquial

 A maior elevação desta freguesia é o monte de Penandorimha.

O seu Padroeiro é: S. Tomé.

Habitantes: 735 habitantes em 2001

 E 709 eleitores em 2003.

Sectores laborais: Agricultura e construção civil.

Festas e romarias:   Senhora das Dores no (3º domingo de Agosto).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Casa de S. Martinho, Casa da Torre de Aguiã (com capela de Santa Bárbara) e Casa dos Carris (com capela de S.Francisco).

Artesanato: Tamancaria, ferraria e cestaria

 

População

Em 1890 esta freguesia tinha 158 fogos e 480 habitantes sendo 216 homens e 264 mulheres, eram solteiros 135 homens e 175 mulheres eram casados 70 homens e 74 mulheres eram viúvos 11 homens e 15 mulheres sabiam ler 84 homens e 6 mulheres.

 

Os seus lugares

 

Esta freguesia é composta pelos lugares de Vila – Nova, Devesa, Outeiro do Poço, Bouçasoeiro, Aguiam, Cardida, Bouças, Fonte, Temperaos, Pogido, S. Martinho, Quintaes, e Soutinho.

 

Escola

 

Hávia na freguesia uma escola do sexo feminino custeada por um legado deixado pelo abade Manuel Dantas da casa dos carris.

 

A Igreja paroquial.

 

A primeira Igreja esteve no lugar de Guey e foi demolida em 1867.

A actual igreja foi feita a custa dos paroquianos contribuindo muito para a sua rápida construção o parco Raphael de Brito Pereira Dantas que gastou mais de um conto de reis do seu bolso.

Havia já um legado antigo para ser transferida a igreja para o Outeiro do Poço mas como o lugar de Vilanova era mais adequado a edificação efectuou-se ali

É um templo amplo e asseado tem altar-mor de talha moderna, três altares laterais e uma capela destinada ao Sacramento.

Num oratório venera-se o Bom Jesus dos Passos.

A antiga imagem do Padroeiro apareceu diz a tradição no lugar de Guey onde fora escondida por ocasião da entrada dos árabes no norte de Portugal.

Os vigários de S. Thomé eram da apresentação do abade de Rio de Moinhos a paroquia esteve anexa a esta freguesia muitos anos.

A sua renda foi de 160 mil reis e nos anos 1900 foi de 183 mil reis no passal foi vendido terreno no valor de 500 mil reis.

 

Párocos.

 

O parco mais antigo no arquivo foi o vigário Alexandre António de Brito até 1806º ultimo do século XVllll foi Francisco Gonçalves Cantinho em 1895

 

Capelas

Esta freguesia tem apenas uma capela pública que é a da Senhora da Conceição no lugar da senra capela muito antiga.

As capelas particulares são a de Santa Barbara na Casa da Aguiam com priverio de Sacrário a capela de São Martinho na casa do mesmo nome,

A capela de São Francisco junto da casa dos Carris que era da família Brito Dantas, esta capela é muito antiga e sofreu uma reedificação em 1850 feita pelo abade Manoel Dantas que jaz ali sepultado bem como o seu sobrinho o Padre Raphael Dantas.

 

Casas Fidalgas.

 

A casa d`aguiam é um casarão de aspecto senhorial com uma torre no meio, esta torre de construção antiquíssima era foreira a família Calheiros.

Dizem que a torre é solar de uma família de apelido Aguiam corrupção de aquilom (vento norte) e que o primeiro na referida família foi Gonçalo Lopes d`Aguim, instituíram ali um morgadio dois abades de Rio de Moinhos e Vascões Coura o referido Gonçalo era filho bastardo de um dos abades, o qual se chamava também Gonçalo e usava o apelido de Annes.

Simão da Rocha Brito fidalgo da Casa Real tenente de couraças capitão de infantaria sargento major e governador da praça de Valença comissário geral de cavalaria denodado guerreiro que se distingui nas guerras da Restauração onde recebeu uma ferida de que veio a morrer em 1705.

A Rainha D. Chatarina de Inglaterra escreveu-lhe uma carta que o veio encontrar já morto. Esta carta dizia o seguinte; “Simão da Rocha Eu a Rainha da Gran Bretanha infanta de Portugal no impedimento do Senhor rei D. Pedro II meu irmão vos envio muito saudar. Sendo-me presente o valor com que vos houvestes no encontro que tivestes com o inimigo no lugar das Fontes derrotando-o e pondo-o em fuga e fazendo-lhe prisioneiros alguns oficiais e soldados, fui servida mandar-vos agradecer o bem que obrastes e espero que continueis com o mesmo valor nas ocasiões que se oferecem e que vos farei digno da honra e mercê que desejo fazer-vos.

Escrita em Lisboa aos 28 de Fevereiro de 1705,

 

A casa de São Martinho esta é antiga e foi pertença dos Pugas de Rio Frio o seu ultimo senhor foi Narciso de Vasconcelos Brito e Rocha nascido a 23 de Fevereiro de 1838 e falecido em 28 de Dezembro de 1896.

 

Homens ilustres.

Simão da Rocha e Brito celebre na guerra da Restauração

O Abade Manoel Luiz Dantas Pereira e Cunha este eruido sacerdote nasceu na antiga casa dos Penedinhos no dia 16 de Setembro de 1797 foi cura e encomendado em varias freguesias abade de Mosellos Coura e de São Miguel de Gonça Guimarães e São Clemente de Bastonde exerceu também o cargo de arcebispo de Basto.

O abade Dantas faleceu na sua casa dos Carris a 22 de Setembro de 1878 e jaz sepultado na Capela da casa.

O Padre Raphael de Brito Pereira Dantas nasceu igualmente na casa dos Carris a 8 de Setembro de 1818.

 Ordenou-se em Braga no ano de 1845 e foi logo para S. Clemente de Basto como coadjutor de seu tio o abade Manoel Dantas em 1846 veio a Arcos de Valdevez e como era de génio exaltado pegou em armas contra os Cabrais

Este faleceu a 16 de Outubro de 1898

         O "Aguião" e Historia da Quinta de Aguiã

 

 

Esta freguesia possui um solar Minhoto de construção setecentista que é a Casa da Torre de Águia onde está integrada uma torre medieval do século XIV ao meio da casa.

Esta casa é antiquíssima e das mais nobres da província do Minho.

Foram modernamente senhores da Torre de Aguiã, Jacome de Brito da Rocha, fidalgo da casa real e capitão-mor dos Arcos; João da Rocha e Brito, também fidalgo da casa real, capitão-mor dos Arcos; Simão António da Rocha e Brito, fidalgo da casa real, alcaide-mor do castelo de Nóbrega e caudel-mor de Viana e finalmente Simão da Rocha e Brito actual senhor.

 

Á entrada da Quinta ao lado esquerdo existe uma casa enorme dita casa de caseiros e que antes serviu de residência de um ramo da família de referir que no século XVII havia quatro ramos da mesma família a morar nesta Quinta e que se repartiam da seguinte forma três instalados na casa principal e o quarto residia nesta casa, mais tarde casa de caseiros e que hoje é também habitada

 

 Esta quinta possui igualmente uma capela privada de apelido Capela de Santa Barbara brasonada e com data de 1702 As armas são plenas de Rocha ou seja uma aspa (um X) carregado de 5 vieiras não é por acaso que a capela tem as armas plenas da falia Rocha.

 

 Podemos adiantar que em 1258 o apelido de Quinta Aguiã ainda não existia e chamava-se de Quinta de Guei. Assim como a freguesia de Aguiã. Que se chamava Guei igualmente.

 

Nesta quinta é produzido hoje o famoso vinho verde Aguião este produto marca um novo ciclo nesta quinta e tem vindo a ser um vinho de excelente qualidade.com muita procura mas a beber com moderação.

 

Simão Pedro de Águia um dos proprietários faz todos os anos a vindima desta vinha sobre clima de festa e alegria com folclore e muitos convidados a pisada é efectuada de maneira tradicional ou seja pisar as uvas a pé nu para assim obter a melhor qualidade possível deste vinho Aguião.

 

 

 

Aguiã Lugares da Freguesia e Roteiro Turístico

 

Bouça Soeiro, Bouças, Cardida, Cerdeira, Chanla, Chedas, Cruzes Outeiro, Passal, Pedreira, Penagude, Penedinhos, Quintães, Ravadeira, São Martinho, Seara, Senra, Souto Novo, Vila Nova e Viso.

 

Esta freguesia é composta portanto por vinte lugares.

 

A população de Aguiã é hoje de cerca de mil e duzentos habitantes e de realçar na sua maioria muito jovem sendo talvez uma das freguesias mais jovem do conselho de Arcos de Valdevez.

 

Para melhor identificar e situar esta freguesia quem segue em direcção de Monção pela estrada nacional 101 e cinco quilómetros depois de deixar a vila de Arcos de Valdevez encontra ao lado esquerdo e em frente da Capela de Nossa Senhora da Guia o monumento ao Imigrante homenagem a todos aqueles que para cavar o pão de cada dia o destino pôs-lhes nas mãos uma enxada com um cabo de milhares de quilómetros.

 

Mas quem quiser ver mais de dentro esta freguesia poderá então subir a estrada em direcção a igreja Paroquial, e logo ai encontra um espaço de onde pode admirar vários cenários da freguesias tais como a bela Torre da Quinta de Aguiã esta do século XVI a Igreja Paroquial e o seu Merufe o relógio de sol as capelas e outras preciosidades, depois subindo até ao cimo de Bouça Soeiro pode contemplar num só olhar o manto verde dos montes e campos estes que são rasgados pelo rio vez um dos meninos mais limpos da Europa, que descendo das montanhas da serra da Peneda vai desaguar ao rio Lima em Ponte da Barca e segue até Viana do Castelo para assim se juntar as aguas do mar do Oceano Atlântico.

E a visita ficará ainda mais completa se o visitante apreciar a nossa gastronomia ou seja um bom taco de presunto com broa de milho e uma pinga de vinho verde Aguião este produzido na casa da Torre.

 

 

Existe ainda no monte de Penamdorinha vários penedos enormes todos contemplados por um nome

 

Entre outros estes penedos tem o nome de 

 

Penedo do Meio-dia, Penedo do fecho, Penedo da Tachola e Penedo do Mosqueiro.

 

Aguiã 150 anos de associativismo.

 

Um pouco de historia do Arca «Associação Recreativa e Cultural de Aguiã»

 .

Foi esta Associação fundada a 19 de Janeiro de 1998, deu-se nesse dia o primeiro passo para dar continuidade ao associativismo da nossa freguesia pois a famosa banda de Musica Aguiense vinha de deixar de existir. Ao longo destes anos o ARCA tem procurado sobre tudo proporcionar bons momentos de convívio na ocupação dos tempos livres dos seus associados e todos os Aguienses.

 

Nos últimos tempos o ARCA tem organizado diversos eventos, dos quais se destacam os cantares das janeiras, participação nos desfiles de Carnaval, a matança do porco, diversos festivais folclóricos, as marchas de s. João, a semana da cultura, festa das colheitas, e ainda as diversas excursões pelo pais e estrangeiro, como desporto o futsal ocupa um lugar privilegiado e é o pavilhão municipal de Arcos de Valdevez que acolhe e jogão os nossos atletas.

 

Na nossa sede social junto da Igreja Paroquial dispomos de bar palco ao ar livre salão para teatro e cinema com capacidade para 120 pessoas possuímos igualmente uma carrinha de 9 lugares, e recentemente foi adquirido um terreno com área de 2.000 m2 para a construção de novas instalações para esta associação.

Actualmente os corpos gerentes são constituídos por vinte e cinco jovens.

 

 

       Últimos melhoramentos de Águia e futuros projectos

 

 

Esta freguesia tem cerca de quatro centos habitantes e ainda cerca de trezentos imigrantes através do mundo.

 

Esta freguesia esta dotada de um moderno jardim-de-infância com pavimento sintético que acolhe cerca de vinte crianças com idades compreendidas entre os três e seis anos.

 

A sua escola primária tem trinta alunos e outros tantos frequentam os estabelecimentos do ensino da sede do Concelho ou seja primeiro e segundo ciclo. Os transportes destes alunos são realizados ou serão em breve realizados por uma carrinha que foi oferecida pela Câmara Municipal a Junta de Freguesia.

 

De realçar que os autarcas desta freguesia nunca perderão o comboio em marcha e tem portanto realizado um esforço de louvar junto dos seus residentes.

 

Pois referindo aqui vários melhoramentos ultimamente realizados confortam a posição destes autarcas que é de trabalho intenso.

 

Pois para além do vasto reforço da iluminação publica, de destacar a antiga escola primaria de Pugido que serve agora de novas e modernas instalações de sede de Junta, o saneamento básico que abrange já 50% da freguesia, foi realizado o pavimentação do caminho do Outeiro, o alargamento e pavimentação do caminho da Cerdeira, alargamento dos caminhos junto-a igreja paroquial em Vila Nova, está já em fase de construção o caminho da estrada do Areeiro que passa junto a Casa da Quinta de Águia e vai ligar a Estrada Municipal 518 foi efectuado o alargamento do caminho florestal entre Bouça Soeiro e Gondião em Rio Frio.

 

Foi feita a aquisição de terrenos para a edificação de um polidesportivo (cujo projecto esta em curso) e ficara situado junto da Estrada Nacional 101, as obras estão previstas a arrancar já no início do próximo Ano.

 

O abastecimento de água a toda a freguesia está praticamente concluído, estão em fase de construção quatro habitações sócias no lugar de Chanla cuja obra está alçada em 215.875.00 euros.

 

No que diz respeito a obras futuras o alargamento do cemitério é uma prioridade mas aqui depara-se com falta de espaço para tal, o arranjo do Adro da Igreja e construir uma casa mortuária.

 

Mas muitas mais obras merecem prioridade tais como a pavimentação do caminho entre Bouça Soeiro e Gontilho (Prozelo) a ligação da estrada 518 ao lugar de Penedinhos, o arranjo de uma praia fluvial no Rio Vez, e uma das nossas inspirações importantes é a criação de um Centro de Dia para os mais idosos.

 Portanto como pode-mos ver estes autarcas não cessão de trabalhar e pensar no futuro da freguesia de Aguia

 

 

 

 

 

Brasão: escudo de ouro, torre de verde, lavrada de negro, aberta e iluminada de prata, entre águia estendida de vermelho, bicada e sancada de negro, em chefe e campanha diminuta ondada de azul e prata de três tiras. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “AGUIÃ – ARCOS DE VALDEVEZ”.

 Bandeira: verde. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e  lança de ouro.

 Selo: nos termos da Lei, com a legenda: “Junta de Freguesia de Aguiã – Arcos de Valdevez”.

 

 


Presidente

 De Freguesia

António José Ferreira Costa

Secretário

José Manuel Teixeira Barros

Tesoureiro

Artur Agostinho Rodrigues Pereira Alves

 

 

Morada

Igreja
4970 AGUIÃ

Tel.: 258 516 029

 

 

E-Mail

Não disponível

 

 

Web Site

Não disponível

 

 

Horário

Não disponível


 

A resenha histórica desta freguesia foi possível graças as pesquisas efectuados em documentos históricos tais como:  

 Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais,

 Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, site Internet freguesias de Portugal,

 Varias obras de historiadores Arcuenses cedidas para consulta pela Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez,

Arquivo do jornal Noticias dos Arcos e ainda a colaboração da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez habitantes e Presidentes de Junta das freguesias citadas

 

Realizado por Arlindo Galvão

Para Rádio Valdevez

Programa Minha Terra Linda Aldeia

 

publicado por minhaterralindaldeia às 21:36
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