Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Resenha Histórica de Azere Arcos de Valdevez

Resenha HISTORIA DA FREGUESIA

 
A freguesia do Divino Salvador do Mundo não é das mais antigas do Concelho. Segundo uns apontamentos Corográficos de autor desconhecido, “O Salvador da Villa (foi) antigo lugar da freguesia de Guilhafouse”, da qual foi desmembrada posteriormente. A Igreja Matriz passou posteriormente para a Capela da Praça, como se pode deduzir pela pia baptismal, e depois para o actual local, onde foi reedificada entre 1690 e 1700.
Em 1541, aquando da demarcação dos limites de Santa Comba de Guilhafouse e S. Paio, nota-se a existência da freguesia de S. Salvador.
São Pedro dos Arcos, tal como é referido na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, teria sido também denominada São Salvador, sendo esta a única menção à Igreja de São Salvador dos Arcos conhecida até finais do século XVI. Por seu turno, Pinho Leal diz ser esta freguesia mais moderna do que a de Arcos S.Paio, não se sabendo ao certo o ano da sua fundação e acrescenta: "nem do foral nem tão pouco dos livros das visitas das jurisdições dos arciprestes de Loureda, arcediagos de Labruja e comarca de Valença consta coisa alguma da paróquia do Salvador nos anos anteriores a 1700".
A Freguesia de Arcos Salvador começou a crescer desde o Rio Vez, pelo sítio chamado da “Balleta”. Assim, a zona urbana desenvolveu-se pela Valeta acima, razão pela qual se compreende que nesta zona encontremos uma placa com a designação “Zona histórica”. O bairro da Valeta continua a ser dos mais característicos da freguesia e pouco evoluiu até ao nossos dias. A maioria das pessoas dedicava-se as actividades agrícolas e artesanais e só mais recentemente se desenvolvem actividades ligadas ao comércio (talhos, casas de pasto, tabernas, sapatarias, barbearias, prontos a vestir, Ourivesarias, etc.).
Na vila propriamente dita, desenvolvem-se as actividades ligadas a serviços administrativos, justiça, pensões, hotéis, consultórios, correios, teatro, etc.
Em Arcos – Salvador nasceram e viveram diversas personalidades ligadas à vida política e cultural como:
-          P.e Luiz Gonzaga de Azevedo (1867-1930), Historiador e medievalista, dedicou-se à investigação histórica, o que fez com grande probidade e sabedoria, analisando documentos e livros em inúmeras bibliotecas, conventos e mosteiros.
-          Padre Manuel José Fernandes (1880-1937), pároco de diversas freguesias era também pianista exímio bem como musicógrafo e compositor. Era classificado de “rapioqueiro” pois não era à música sacra que se dedicava, mas sim à música ligeira e popular (fados, valsas, marchas e baladas);
-          Vergílio Amaral (1894-1952), poeta e pintor, considerado “uma legenda do imaginário colectivo da Terras do Vez”;
-          Dr. António José Pimenta Ribeiro (1901-1974), Médico durante 50 anos, Director do Hospital de Arcos de Valdevez, médico Municipal, do Tribunal e da Guarda Nacional República. Delegado de Saúde e Provedor da Santa Casa da Misericórdia. Fundou, dirigiu e leccionou, no Externato Municipal Arcuense, mais tarde Externato Liceal Arcuense. Dirigiu o jornal quinzenário "Notícias dos Arcos" onde colaborou com a crónica de crítica social e memorialista "Bilhete Postal". Foi actor  e Poeta, sendo homenageado no dia 21/12/02 com edição da sua "Obra Poética".
-          Tomaz de Figueiredo (1902-1970), Cantor do Vez que nasceu em Braga mas, foi nos Arcos que cresceu e viveu e ele considera-a “terra sentimental, terra de coração”. Faleceu em Lisboa mas quis ser sepultado no Cemitério de S.Bento.
-          Dr. António de Almeida Faria Lima ;(1906-1999), Advogado, Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, Notário, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez e Delegado da Ordem dos Advogados desta Comarca.
-          Mário Tavarela Lobo (1909-2000),  Advogado e Jurista. Foi Notário e Conservador do Registo Predial, cargo em que se aposentou, colaborou na feitura do Código Civil em vigor.
-          Alberto Damião Amorim Machado Cruz (1914-1980), Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi professor de Filosofia na sua terra natal e em Angola foi Organizador e Conservador do Museu de Huíla em Sá da Bandeira;
-          José Sebastião da Silva Dias (1916-1994), Licenciado em Direito e Doutorado em Filosofia. Foi catedrático na Faculdade de Letras de Coimbra e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, e manteve até à sua morte, uma intensa actividade intelectual;
-          Orlando Codeço (1928-1993), Pintor e Poeta, Autor da letra da Marcha de Arcos de Valdevez Fôra desportista e fotógrafo amador. Ecléctico, com a dispersão peculiar do homem da cultura e essencialmente, do artista...
-          Alberto Codeço (1930), funcionário Judicial durante 45 anos e autor de diversas obras sobre Arcos de Valdevez;
-          Carlos Codeço (1935), Já foi funcionário judicial, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra e ingressou na Magistratura.
-          Mário Gaspar Leite de Barros Pinto (1937), conhecido por Mário Pinto Filho, foi funcionário administrativo de topo durante vários anos e desde sempre lutou pela dinamização de actividades culturais e pela protecção do património arcuense;
-          José Barbosa da Costa (Zé Mokuna) (1945), Actor; Pintor, Cantor; Músico; Poeta, Compositor e Escultor. Responsável pela execução da "Serenata no Rio Vez" - Festas do Concelho (Escultura em esferovite); Monumento ao Bombeiro e Painel de Azulejos no Monte do Castelo.
-          Dr. António Manuel Pimenta de Castro (1953); Licenciado em História; Jornalista e escritor.
-          Prof. Maria Teresa Lobato (1957), Professora do Ensino Secundário (Inglês e Português), integra a Associação de Autores de Braga, lê versos, cultiva a poética.
 Autarcas da Freguesia
 
Presidente de junta de freguesia
 
Rui Fernando Gonçalves Aguiam
 
Secretario.
 
 João Calheiros Oliveira       
 
Tesoureiro.
 
 Joaquim Manuel Loureiro Rodrigues
 
Presidente de assembleia de freguesia
 
Fernando Fernandes Pereira
 
HERÁLDICA
 
Brasão – escudo de ouro, com um mundo de crucífero de azul guarnecido de prata, entre quatro sinos de vermelho, com badalos e cabeçotes de negro; campanha diminuto de três tiras onduladas de azul e prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com legenda a negro: «ARCOS DE VALDEVEZ – SALVADOR».
Bandeira – de vermelho. Cordão e borlas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A resenha histórica desta freguesia foi possível graças as pesquisas efectuados em documentos históricos tais como:  
 Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais,
 Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, site Internet freguesias de Portugal,
 Varias obras de historiadores Arcuenses cedidas para consulta pela Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez,
Arquivo do jornal Noticias dos Arcos e ainda a colaboração da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez habitantes e Presidentes de Junta das freguesias citadas
 
Realizado por Arlindo Galvão
Para Rádio Valdevez
Programa Minha Terra Linda Aldeia
 
 
 

 

publicado por minhaterralindaldeia às 13:55
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1 comentário:
De Jofre Alves a 8 de Dezembro de 2007 às 22:29
Passei para ver e apreciar o blogue e desejar boa semana.


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